Financiamento ameaça construção de Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas

O financiamento para a construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES), em Amor, Leiria, “ainda não está 100% garantido”, devido a condicionalismos levantados pela banca, revelou Rui Berkmeier, dirigente da Quercus, na quinta-feira passada, durante um encontro promovido pelo núcleo de Leiria do Bloco de Esquerda (BE) sobreA bacia hidrográfica do Lis e as suiniculturas.
“Se não houver financiamento, volta tudo à estaca zero, pois teria de se fazer um novo estudo de impacto ambiental. O financiamento é uma encruzilhada, que está a tramar este processo. Não é o único, mas o principal. Mas há a possibilidade de recorrermos a outros financiamentos.
Quanto menos dependermos de bancos, melhor”, afirmou Rui Berkmeier, que solicitou uma reunião à Águas de Portugal para pedir esclarecimentos.
David Neves, presidente do Conselho de Administração da Recilis, acredita que o projecto terá condições de ser financiado no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Esclareceu, contudo, que a portaria ainda não foi regulamentada e a apresentação de candidaturas funciona por convite.
O presidente da Recilis não escondeu as dificuldades sentidas em gerir os cerca de 2000 m3 de efluentes produzidos diariamente pelas suiniculturas da região, devido à inexistência de soluções de tratamento e à escassez de áreas agrícolas para fazer o espalhamento dos resíduos.
Em contrapartida, Rui Crespo, membro da Associação de Defesa da Ribeira dos Milagres, lamentou que os suinicultores que efectuam despejos ilegais nas linhas de água e não respeitam os limites permitidos por lei para espalhar resíduos em solos agrícolas não sejam punidos. Mesmo quando os infractores são identificadas.

“Houve um tempo em que se pensava que a natureza era um poço sem fundo, onde se lançavam toda a espécie de resíduos, sem nenhuma preocupação. Este poço tem um fundo e um fundo muito curto. É preciso mudar hábitos e exigir aos responsáveis políticos capacidade reguladora e de planeamento”, afirmou a deputada do BE Alda Macedo. A parlamentar defendeu o levantamento dos obstáculos políticos e das dificuldades sentidas pelas empresas para que o processo de despoluição não seja eternamente adiado.

Fonte: Jornal de Leiria

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