Nova pintura na cidade. Foste tu, artista mistério?

Aí está uma nova pintura de autor desconhecido. O Castelo de Leiria é o eleito para entrar na lista de pinturas cujo autor  continua desconhecido. Pintor mistério. Assim é “conhecido”. O artista volta a fazer das suas e, desta vez, com uma pintura de um dos “ex libris” da nossa cidade. Uma parede ao lado do restaurante Luna, na Quinta de Santo António, na freguesia de Marrazes, foi o local escolhido.

O proprietário do restaurante que não podia estar mais satisfeito. “Cheguei aqui na terça-feira de manhã e vi a pintura, fiquei muito contente”. Até porque esta era “uma parede feia e agora está muito bonita”, conta Sérgio Almeida.

No restaurante, ninguém ficou indiferente “Os clientes reparam e dizem que é uma pintura muito bonita”, conta o proprietário, acrescentando que “as paredes deviam ser todas assim”.

Será este mais um trabalho do pintor mistério? “Não sei”, refere. “Não faço ideia se é o mesmo, até pode ser um cliente meu”.

O “artista mistério” conta já com várias obras n os concelhos de Leiria, Marinha Grande e Nazaré. A primeira surgiu numa parede do cemitério de Carvide, em Leiria e mostra a imagem de uma menina com um ramo de flores na mão. Seguiu-se a estação ferroviária de Monte Real. Ali, um homem aparenta estar apressado para apanhar o comboio.

Os campos do Lis, em Amor, são a paragem seguinte. O artista ilustra os pilares do viaduto da A17 com dezenas de corvos, representando o voo das aves necrófagas.

Na lota da Praia da Vieira, mais uma pintura. Uma das colunas da estrutura está decorada com cinco sardinhas e uma novidade, uma frase. “Há sardinha linda!”, pode ler-se.

Muda-se de praia. É numa fonte na Nazaré que surgem impressas duas figuras femininas com os típicos trajes locais, simulando uma ida à fonte, com cântaros à cabeça. Um cão, um pássaro e um cântaro completam o quadro.

Após mais de três meses desde a última aparição, o pintor mistério tem nova intervenção. Junto à Sé de Leiria está pintado um padre a beijar uma mulher, com a frase “seu nome era Amaro Vieira” a acompanhar o trabalho. Certamente que a obra “O crime do Padre Amaro” de Eça de Queirós serviu de inspiração.

 

Já em 2012, o “artista mistério” presta homenagem a Ernesto Korrodi. O local escolhido foi uma parede do edifício Casa do Arco e Residencial Leiriense, construção da autoria de Korrodi. Aqui, surge um retrato do arquiteto, a preto e branco, e uma moldura de madeira, com arcos e pedras esculpidos.

A mais recente pintura do castelo de Leiria é já a oitava da lista. Fazendo sempre uso da técnica stencil e atuando sempre durante a noite, o “artista mistério” parece não querer ficar por aqui. Quantas mais obras virão?

Fonte: in site Região de Leiria

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