Descarga “violenta” na ribeira dos Milagres

A Comissão Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres (CADRM) denunciou esta sexta-feira uma “violenta” descarga poluente naquele afluente do rio Lis, em Leiria.

“As descargas têm sido praticamente diárias, mas hoje, pelas 06h00 verificava-se que era violenta, pelo que foi realizada mais uma participação contra desconhecidos junto da GNR”, adiantou à agência Lusa o porta-voz da CADRM. Rui Crespo lamentou “a impunidade em que vivem os infractores”, já que “não são penalizados pelas autoridades”, o que permite que “as descargas sejam assíduas, aumentando quando há chuva ou se é fim-de-semana”. Por seu turno, a vereadora da Câmara de Leiria responsável pelo pelouro do Ambiente lamentou “que o processo de despoluição da Bacia Hidrográfica do Lis esteja a prolongar-se há demasiado tempo, já que ainda falta concretizar a construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES), pode ler-se num comunicado divulgado esta sexta-feira pela autarquia. Isabel Gonçalves salientou ainda a importância e a necessidade de o sector suinícola fazer parte da solução e não do problema. Em causa está a construção de uma ETES na freguesia de Amor, Leiria, com um custo estimado de 18 milhões de euros, e que terá a capacidade de receber e tratar cerca de 1500 metros cúbicos de efluentes de suiniculturas dos concelhos de Batalha, Porto de Mós, Marinha Grande, Pombal e Leiria. A ministra do Ambiente, Assunção Cristas, indicou no início de Novembro que “há uma verba prevista [no Orçamento do Estado de 2013] que tem que ver com este problema e há também uma verba prevista no Programa de Desenvolvimento Rural (ProDer) de cerca de 10 milhões de euros, para poder ajudar a suportar uma parte da construção da infra-estrutura das suiniculturas da região de Leiria, que é um problema crítico ambiental que tem muitos anos”. O presidente da Associação de Suinicultores de Leiria, David Neves, considerou, então, que a verba de 10 milhões de euros inscrita no ProDer para tratar efluentes é “importante” e pode “salvar o sector”, lembrando que o processo arrasta-se há 13 anos.

Fonte: in site Correio da Manhã

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