Ministério Público acusa quatro de tráfico de droga

O Ministério Público acusou do crime de tráfico de estupefacientes quatro pessoas que seriam responsáveis pela venda a consumidores da Marinha Grande, Ourém e Leiria, no âmbito de um processo em que foram apreendidos 3,8 quilos de haxixe. Dois arguidos, uma mulher de 23 anos, desempregada, e um homem de 40 anos, comerciante, que viviam em Amor, no concelho de Leiria, estão detidos preventivamente. Segundo o Ministério Público (MP), este casal dedicava-se em exclusivo, pelo menos desde janeiro de 2013 até março deste ano, quando foi detido pela GNR, à venda a retalho, diretamente a consumidores daqueles concelhos, de haxixe e cocaína a preço muito superior à sua aquisição, mas também a traficantes que depois revendiam. O MP refere que ambos os arguidos, aos quais não é conhecida outra atividade para além da compra e venda de haxixe e cocaína, tinham a função de gerir todo este negócio. Quando foram detidos, a 19 de março, os suspeitos tinham na residência, num anexo desta e numa viatura, um total de 3,8 quilos de haxixe, além de outros artigos alegadamente relacionados com o crime. Venda a retalho Aos outros dois arguidos, homens de 36 e 45 anos, ambos desempregados, um residente em Amor e outro na Carreira, também no concelho de Leiria, o MP sustenta igualmente que se dedicavam em exclusivo à venda a retalho de cocaína e heroína diretamente a consumidores, a preço muito superior à sua aquisição. Para o MP, estes acusados faziam-no pelo menos desde junho de 2013 até fevereiro último, sendo que ao mais velho caberia a coordenação de todo o negócio, mas também “vendia no interior da sua residência”, enquanto o outro teria a responsabilidade de vender diretamente aos consumidores os pacotes de heroína e cocaína, assim como frascos de metadona. No despacho de acusação lê-se que estes dois arguidos encontravam-se diariamente pelo menos três vezes para a entrega, por cada vez e em média, de uma grama de cocaína e 3,2 de heroína, tendo “uma margem de lucro diário de cerca de 1.200 euros”. A todos os acusados, que o MP descreve como consumidores de estupefacientes, o documento adianta que, com a venda da droga, obtiveram contrapartidas económicas correspondentes ao “lucro fácil da revenda com elevadas mais-valias”, fazendo deste comércio o seu modo de vida. Quase 40 pessoas estão arroladas como testemunhas de acusação, sendo que os arguidos incorrem numa pena de prisão de quatro a 12 anos.

Fonte: in site Correio da Manhã

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s