quartoquarto | Entrevista

DOIS DEDOS DE CONVERSA AO ALMOÇO COM A BANDA VENCEDORA DO FESTIVAL TERMÓMETRO DE 2018 E QUE ATUA NO PRIMEIRO DIA DO NOS ALIVE 2018.

Fomos almoçar com os quartoquarto a poucos dias de pisarem pela primeira vez o palco do NOS Alive no 1º dia, às 17h, no palco NOS clubbing. Quisemos saber em que quarto havia nascido esta banda cem por cento portuguesa. Foi na divisão de João Vidigueira (Voz): “Começou na minha era adolescente metaleiro, em que escrevia imenso – a maior parte delas minimamente interessantes – as quais posteriormente musiquei quando achei que um dia acreditei que poderia vir a tocar guitarra.” As letras eram essencialmente em redor de um tema: “coisas que às vezes gostava que se passassem comigo, amores e incertezas que gostava de ter conhecido.”

Foi nas Caldas que conheceu Luís Lucena (Programações/Guitarra Elétrica/Baixo), que lhe sugeriu que passassem a fazer isto em bom e pouco mais tarde juntam-se João Abelaira – Teclados/Synths e Miguel Abelaira – Bateria/Sampler, completando então um quarto(eto). “O nosso processo de trabalho é sempre assim: recolher e juntar ideias de todos para que no final o resultado tenha um pouco de todos.”

Entretanto a bateria mudou de mãos e entra o novo quarto elemento, Diogo Sousa – Bateria/Sampler, e a proeza de ter aprendido as músicas em quatro dias foi a rampa para terem alcançado o lugar de semi-finalistas no concurso de bandas Vodafone Mexefest Band Scouting. Mas foi o Festival Termómetro de 2018 que veio transformar a dinâmica do grupo, para o qual – “trabalhámos mesmo muito e o primeiro lugar veio-nos comprovar aquilo em que sempre acreditámos: que o palco é o local onde o nosso trabalho realmente consegue comunicar com o público. Olha, ainda na semana passada, no Texas Bar, acabámos o concerto onde tínhamos cerca de 11 espectadores e no fim fui agradecer a um rapaz que estava lá com a namorada e ele diz-me: “Vocês ganharam o Termómetro. Olha, eu nem gostava muito da vossa música, mas ao vivo foi espetacular!””. Cláudio Soares – Manager da Banda, acrescenta que acredita que “a performance ao vivo ainda tem esse poder – de mudar percepções e permitir ao público viver com a música de perto. E isso é algo que esta banda tem – a constante preocupação com que a performance seja tão importante para o público como para nós.”

Então, e o nome? De onde vem? “Em primeiro lugar, não é quarto-quatro nem quatro-quatro, nem quatro-quarto! Nunca pensámos que fosse tão difícil escrever / dizer quarto duas vezes – dizem entre risos. Este trava-língua surge da própria intenção que pauta praticamente todas as nossas canções: o facto de puderem ter duplas leituras. quartoquarto pode ser um quarto de hotel, um quarto de uma laranja, pode ser um quarto grande, um quarto pequeno… E o que eu acho mais piada é não saber o que é que aconteceu aos outros três”, remata João Vidigueira.

O disco “antes depois” sai dia 11 de outubro no Musicbox, em Lisboa, sem não antes passarem também pelos Bons Sons, a 11 Agosto. A juntar ao NOS Alive, parecem-nos três óptimas oportunidades para tentarem desvendar o mistério.

Fonte: in site Rua de Baixo

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